A creatina é um aminoácido que provém de alimentos de origem animal, mas também pode ser produzida pelo fígado, pâncreas e rins a partir dos aminoácidos arginina, glicina e metionina. A maior parte da creatina é armazenada no músculo esquelético como creatina livre e creatina fosfato, um fosfagênio de alta energia importante em exercícios muito intensos.
A creatina exerce um papel importante na contração muscular, servindo como uma reserva de energia que será utilizada em atividades físicas de curta duração, alta intensidade e com curtos períodos de recuperação.
Muitas pesquisas têm sido publicadas nos últimos anos investigando os efeitos que a suplementação de creatina exerce sobre o organismo. Assim, a creatina se tornou um suplemento extremamente popular, e pode ser considerado o mais estudado até hoje.
A maioria das pesquisas relaciona o uso da creatina no desempenho físico e na composição corporal, principalmente no ganho de massa magra.
Vamos analisar os efeitos da suplementação com creatina a curto e a longo prazo de acordo com estudos sobre esse tema.
O protocolo de sobrecarga mais comumente utilizado é a ingestão diária de um total de 20 a 30 g de creatina, usualmente monoidrato de creatina, em quatro doses iguais de 5 a 7 g dissolvidas em cerca de 250 ml de líquido. Isso deve ser ingerido em três dosagens ao longo do dia por um período de 5 a 7 dias. Quando baseada no peso corporal, a dose recomendada é de 0,3 g/kg de massa corpo.
Sabe-se que a creatina é uma substância osmoticamente ativa. Sendo assim, quando há aumento do conteúdo intracelular do peptídeo, é provocado um influxo de água para dentro da célula, aumentando a água intracelular e, consequentemente, a massa corporal. Talvez esse seja o motivo principal do aumento na massa corporal total, principalmente na avaliação a curto prazo.
Após a fase de sobrecarga, a dose de manutenção recomendada é consideravelmente menor, aproximadamente 2 a 5 g de creatina por dia ou 0,03 g/kg de massa corporal por dia.
Acredita-se que o ganho na massa magra com o uso a longo prazo de creatina possa ser por aumento da síntese protéica, e não apenas pela retenção hídrica (fenômeno que ocorre nos protocolos curtos de suplementação).
A suplementação de creatina mais a musculação induzem a ganhos superiores no número de células satélites e mionúcleos. As células satélites fazem parte de uma população de células com grande atividade mitogênica que contribuem para o crescimento muscular, reparo de fibras musculares danificadas e a manutenção do músculo esquelético adulto. E a origem de novos mionúcleos se da a partir das células satélites.
Entretanto, em alguns estudos, esse aumento no número relativo de células satélites gira em torno de 19-31% em resposta ao treinamento de musculação sem creatina; e em resposta a musculação mais a suplementação de creatina, o aumento foi de 99%. Já em indivíduos que apenas fizeram uso da suplementação sem treinamento resistido não houve esse efeito miogênico.
Não há dúvidas de que a suplementação de creatina melhore o rendimento em exercícios de força e potência musculares (principalmente em múltiplas séries de exercícios anaeróbios intermitentes), além de auxiliar na hipertrofia e ganho de massa muscular. Mas por um lado ainda não se tem muitos conhecimentos sobre os efeitos prejudiciais no sistema fisiológico, principalmente sobre a função renal. Por isso procure sempre orientação para o uso de qualquer suplemento.
eu tenho 49 anos gostaria de saber como fazer para ganhar massa muscular eu estau na academia ah 2anos mais eu axo q eu não almentei muito poco emtão eu quero saber como fazer para ganha massa rapido