De uma maneira geral, alguns conselhos básicos para o processo de Hipertrofia são comumente utilizados por várias pessoas. Até aí tudo bem pois, afinal das contas, o conhecimento para tal está disponível a todos em livros, artigos científicos, internet, periódicos, televisão, etc. Pode ler esta série a partir do artigo didática da hipertrofia – o treinamento.
O problema consiste no fato de que, infelizmente, a maioria das pessoas que tem o objetivo de ganho de massa muscular, não se atentam nas normas e princípios do Treinamento Físico e, erroneamente, tentam seguir “à risca”, da forma mais parecida possível, o modelo que fora apresentado como “ideal”.
Consequentemente: não alcançam o resultado desejado, e frustram-se.
Após isso, surgem as dúvidas: “O que devo fazer para ganhar massa muscular? Como adaptar meu treino às minhas capacidades? Que dicas poderiam ajudar-me para alcançar a Hipertrofia?”, dentre outras questões que inundam milhares de pessoas com a mesma meta: crescer!
É almejando este objetivo que descrevo abaixo algumas regras e dicas básicas que podem ser adaptados à maioria das pessoas, conforme suas capacidades e seus hábitos de vida.
Em primeiro lugar, devemos ter em mente que todas as pessoas são submetidas aos mesmos PRINCÍPIOS do treinamento, e NÃO necessariamente ao mesmo TREINO. O primeiro destes princípios é a Individualidade Biológica, ou seja, entender que cada indivíduo possui suas próprias características e cargas genéticas, particulares, intrínsecas, o que demanda um treino específico para si.
Não adianta em nada repetir coisas do tipo: “Mas um amigo disse-me para fazer a série de Arnold Schwarznegger, que era assim… e o Ronnie Coleman treinava assim, etc”. Vamos concordar com um item primordial: se a individualidade biológica é um dos princípios do treinamento, então devo ter meu treino próprio, único, adaptado às minhas condições específicas de aptidão física, e não arriscar tentativas inúteis de imitar Mrs. Olímpia’s.
A não ser que você leitor seja o próprio Arnold Schwarznegger ou Ronnie Coleman, e está em dúvida sobre qual treinamento seguir!
Esclarecido este item, seguimos então.
Eis aqui leitor, um dos temas mais controversos da história do treinamento desportivo: a importância, ou não, do alongamento para o ganho de massa muscular.
Vamos definir primeiro o seguinte: tudo depende do objetivo!
Quando o objetivo é, como no caso em questão, a hipertrofia muscular, o alongamento pode favorecer consideravelmente no alcance dos resultados. Contudo, deve-se ficar atento à sua aplicação, respeitando alguns fatores:
1º – alongar ANTES de aquecer e treinar: isto respeitará o tempo de inibição neural (cerca de 15 a 20 minutos) mediada pelo alongamento até que o músculo recupere sua condição normal e, consequentemente, sua força não seja depletada;
2º – realizar o alongamento com baixa intensidade de tensão muscular: diferente da dos exercícios de musculação, se alongarmos com muita intensidade, acabaremos por diminuir a força do músculo. E isto, definitivamente, não é nosso objetivo. O alongamento então deve ser feito com baixa intensidade, de maneira a apenas preparar a musculatura para as extensões realizadas nos exercícios.
3º – dar preferência aos músculos antagonistas: até certo ponto e, para o auxílio do treino de forma geral, os músculos antagonistas também devem ser alongados, de maneira a auxiliar o processo de contração do(s) músculo(s) que receberão a ênfase da força no exercício. Por exemplo: treino de peitoral = realizar alongamento de costas e bíceps; treino de quadríceps = realizar alongamento de isquiotibiais, etc.
Dormir pouco, demais ou mal não cria um ambiente favorável à reparação da estrutura do músculo, impactando diretamente no crescimento muscular. Assim como treino e alimentação, o sono e o descanso possuem uma grande parcela de contribuição para seu sucesso.
Vale a pena mencionar que, durante o sono, uma série de mecanismos hormonais são acionados a fim de restaurar estruturas corporais, controlar o metabolismo, realizar a digestão, etc. Um hormônio que merece maior atenção neste momento é o Hormônio do Crescimento (gH).
Desconhece este fenômeno?
Ok. Na prática, funciona da seguinte forma:
A liberação do Hormônio do Crescimento atinge o pico no organismo durante a fase do sono conhecida como REM (movimento rápido dos olhos). Daí, mais uma vez, a importância do descanso e noites bem dormidas.
O crescimento muscular é muito beneficiado desta liberação de gH, pois este hormônio repara pequenos danos celulares e auxilia na síntese de novas proteínas musculares, por ser um hormônio de predominância anabólica.
Aproximadamente 7 ou 8 horas de sono por noite, são o suficiente para uma boa recuperação das estruturas corporais e liberação de hormônios que induzirão a hipertrofia. Contudo, mais uma vez, a individualidade biológica faz-se presente também na “prescrição” do descanso, pois o tempo de recuperação do organismo varia muito de pessoa para pessoa.
EVITAR ao máximo o consumo destes venenos é primordial para o alcance de resultados do treinamento.
Ambas as substâncias (fumo e álcool) alteram consideravelmente o metabolismo energético empregado na atividade de musculação, diminuindo as chances de que alcancemos o crescimento muscular.
O Fumo diminui drasticamente a disponibilidade de oxigênio ao nosso organismo, o que afeta de maneira significativa a provisão de “combustível” para a realização da atividade. Como todos sabem, o oxigênio é o responsável pela ressíntese de compostos energéticos, como a fósforo creatina, e algumas atividades vitais à célula. Na falta desse oxigênio, todo o sistema energético fica comprometido.
O álcool, por sua vez, atua prejudicando a função cardíaca, além de deprimir a capacidade do fígado para a síntese de glicose a partir de fontes não carboidratos. Da mesma forma, o álcool exagera o efeito desidratante do exercício físico em ambientes quentes, por atuar como um poderoso diurético deprimindo a liberação do hormônio anti-diurético.
Por isso, antes de fumar um “cigarrinho” ou tomar umas “cervejinhas”, pense um pouco e analise se isto não irá contribuir apenas para “jogar ao lixo” semanas de trabalho árduo na musculação.
É importante deixar claro que essas dicas serão válidas sempre que adaptadas corretamente a cada tipo de pessoa. Como pode-se perceber, mesmo estas sendo regras básicas, são fundamentais para que possamos prescrever um treinamento eficiente que garantam resultados efetivos.
Muito bom seus artigos, professor! Gostei bastante, muito claro, esclareceu muitas duvidas.
um abraço